No dia que descobri que meu filho mais velho, estava começando a sair e dividir todas as despesas de cinema , jantarzinhos, viagens,etc.. de forma espontânea, com a namorada, eu me senti feliz. Toda prosa, percebi que eu e o pai tínhamos conseguido passar a lição direitinho. Desde sempre dividimos as despesas, apesar, lógico (mulheres até hoje ganham menos) , dele ganhar mais do que eu.
No fim dos anos 60, com todas mudanças que aconteciam, os pobres dos rapazes tinham que pagar a entrada do cinema e a pipoca, no mínino. Ainda era o ranço do machismo, ainda uma questão de domínio ou honra. Sei lá!
Meu filho nem pensava neste tipo de honra e quando estava sem dinheiro era a namorada que pagava tudo. E vice-versa.
E eu percebi que tinha conseguido passar para os filhos, minhas (nossas) crenças. Para mim a divisão de despesas é um símbolo de mudanças comportamentais contemporâneas, uma marca nas relações homem / mulher.
Quando se divide dinheiro, tudo o mais fica fácil de dividir. Dinheiro é símbolo de poder. É, então, uma combinação tácita, que o poder naquela relação, é dos dois, é equilibrado.
Num encontro social da minha geração com mulheres na faixa dos trinta, uma das moças presentes declarou que se sentia muito agradecida ao marido ter permitido a ela, ficar sem trabalhar até o filho fazer um ano.
Não deveria ser uma troca? Mal comparando, hoje eu posso, eu pago, você paga quando eu necessitar. Não é assim que deveria ser nos anos 2011? A mulher precisa ser agradecida pela ajuda e compreensão do marido até o filho crescer um pouco, para voltar ao mercado de trabalho? Será que o marido seria tão grato, dela trabalhar enquanto ele fazia doutorado, por exemplo? É um caso isolado? É comum? Ainda é o raio do machismo, que teima em dar o ar da graça, num ambiente de jovens modernas, trabalhadoras e auto-suficientes?
Não sei, o que sei é que fiquei um pouco decepcionada...
Oi Joyce, como vai?
ResponderExcluirEliane ainda ñ me procurou, estou triste!
Meu email taniasena10@yahoo.com.br
Bjins e muito sucesso!