Na verdade a indústria farmacêutica parece ser a grande beneficiária destes novos velhos. Comprimidos para levantar a moral masculina, lubrificantes para as moças; antidepressivos para homens e mulheres em situações de baixa autoestima, calmantes para os estressados; a indústria da cosmética, com cremes milagrosos para tudo... Enfim, uma infinidade de produtos. Sem falar nos remédios para doenças cardíacas, diabetes, artrose e todos os possíveis males que a DNA (Data de Nascimento Antiga) nos traz.
Ninguém fala em alimentar a máquina de maneira mais ecologicamente correta - não com etanol, mas com combustível de melhor qualidade, evitando arruinar os motores pelo uso de cigarros ou bebidas em excesso, por exemplo - caso típico de gasolina adulterada. Ou em alimentar melhor aquilo que habita esta máquina, a casa mental, nossa alma. Essa precisa de cultura, diversão e arte, fugindo dos "pensamentos escuros", como dizia o sábio Dorival Caymmi, altamente poluentes.
É isso. É o que nos habita que interessa. É o que fará a máquina funcionar lindamente, e não a simples mecânica. Pra essa, qualquer oficina serve.
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