Depois que os filhos crescem e tomam as rédeas de suas próprias vida, resta o casal. Casal que há muito não estava mais acostumado a viver a dois, como no início da vida em comum. Acaba o entra e sai dos filhos e dos amigos destes , das festas, do telefone tocando sem parar, das refeições fora de hora, da angústia de esperar os filhos chegarem, mesmo que adultos, de sofrer as dores de cotovelo dos filhos, enfim, de uma certa desorganização, que pode tirar facilmente, o foco do casal de si mesmo.
De repente, sem que nada tenha sido avisado, um dos filhos se separa e com as dificuldades da vida de hoje, nada mais comum, que voltar para a casa dos pais, até que possa estar apto para começar de novo e ir viver sua própria vida ... E o casal como fica? Todo o esforço para superar saudades, para se adaptar a viver só os dois, vai por água abaixo.
Agora a casa do vovó e do vovô é a mesma casa do papai ou da mamãe. E o casal como fica?
Estou falando de uma mudança que está permeada de afeto, de amor, que existe quando se trata de filhos e netos. Mas quero chamar atenção para este casal, que mal tinha se acostumado a viver uma vida de casal e suas vidas são tomadas por um tsunami e tudo volta ao que era dantes no quartel de Abrantes.
E este casal que vínhamos falando, será que consegue recuperar o que já conquistou?
Recupera, se ao longo de toda vida soube reservar um espaço "sagrado" para si mesmos, recupera, se não se deixaram engolfar pelo cotidiano dos filhos, recupera, se souberam manter os limites, preservando seu espaço emocional. Assim, terão condições e lastro para viver uma vida de cumplicidade, por muitos e muitos anos.
E nunca é tarde para se exercitar limites.
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