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terça-feira, 15 de março de 2011

na estrada

Vi ontem numa vitrine de livraria, em Milão, a famosa frase da grande Anna Magnani: "não vou esconder essas rugas que levei uma vida inteira para conseguir..."

É isso aí!

sexta-feira, 11 de março de 2011

JUVENTUDE A QUALQUER PREÇO

Lendo umas revistas femininas numa sala de espera, fui reparando que todas,sem exceção, tinham um artigo sobre como se manter jovem. Parece obsessão e é. Este tipo de artigo que atrai as pessoas e ajuda a vender revistas, faz muito sucesso, não só com mulheres, assim como com homens, também.

Desde que o mundo é mundo vivemos em busca da juventude eterna. E quem ganha com isso? Todos que prometem a última descoberta para combater o envelhecimento, os botox,os ácidos hialurônicos sem limites. Aqueles que deformam expressões, incham rostos e lábios.

A quem estamos enganando quando queremos parecer mais jovens? A nós mesmos...não?

Os efeitos são muito mais psicológicos que físicos, até que o efeito passa e recomeça a via crucis pelo mais novo produto da moda.

Queria ressaltar que cuidar de si mesmo é muito bom, mas de uma forma mais ampla.Ter uma vida saudável, ativa, alimentar-se bem, fazer exercícios físicos, cuidar da saúde psicológica, agindo assim teremos uma forma de juventude, não aquela sem rugas, mas a de saber viver, ter vitalidade, estar bem consigo mesmo e se aceitar como se é.

Nos tempos que vivemos a imagem de maturidade, sabedoria e as experiências de vida, que as rugas e os cabelos brancos denunciam, não são muito valorizadas, o que se deseja é parar o tempo.

Padrões de beleza da maturidade são confundidos com juventude.

O equilíbrio entre o corpo e a mente é o melhor remédio para o envelhecimento

quarta-feira, 9 de março de 2011

DE REPENTE...

Depois que os filhos crescem e tomam as rédeas de suas próprias vida, resta o casal. Casal que há muito não estava mais acostumado a viver a dois, como no início da vida em comum. Acaba o entra e sai dos filhos e dos amigos destes , das festas, do telefone tocando sem parar, das refeições fora de hora, da angústia de esperar os filhos chegarem, mesmo que adultos, de sofrer as dores de cotovelo dos filhos, enfim, de uma certa desorganização, que pode tirar facilmente, o foco do casal de si mesmo.

De repente, sem que nada tenha sido avisado, um dos filhos se separa e com as dificuldades da vida de hoje, nada mais comum, que voltar para a casa dos pais, até que possa estar apto para começar de novo e ir viver sua própria vida ... E o casal como fica? Todo o esforço para superar saudades, para se adaptar a viver só os dois, vai por água abaixo.

Agora a casa do vovó e do vovô é a mesma casa do papai ou da mamãe. E o casal como fica?

Estou falando de uma mudança que está permeada de afeto, de amor, que existe quando se trata de filhos e netos. Mas quero chamar atenção para este casal, que mal tinha se acostumado a viver uma vida de casal e suas vidas são tomadas por um tsunami e tudo volta ao que era dantes no quartel de Abrantes.

E este casal que vínhamos falando, será que consegue recuperar o que já conquistou?
Recupera, se ao longo de toda vida soube reservar um espaço "sagrado" para si mesmos, recupera, se não se deixaram engolfar pelo cotidiano dos filhos, recupera, se souberam manter os limites, preservando seu espaço emocional. Assim, terão condições e lastro para viver uma vida de cumplicidade, por muitos e muitos anos.
E nunca é tarde para se exercitar limites.